sexta-feira, 3 de junho de 2011

Para tudo há um tempo certo



Outro dia me fizeram algumas perguntas. Você é feliz em ficar em casa sem trabalhar, só cuidando do seu filho? Você se sente diminuída e menos realizada por fazer isso?Você é feliz com a vida que você tem?
Sabe, um dia desses eu estava me fazendo as mesmas perguntas.Antes eu me preocupava muito em ter uma profissão, já trabalhei em vários lugares mas nunca fazendo o que eu realmente gosto,sempre quis fazer uma faculdade, tenho muitos sonhos e um deles é trabalhar com fotografia que eu amo.Não que eu não me preocupe com tudo isso, são coisas importantíssimas na vida de qualquer pessoa,mas hoje esse não é o meu momento.
Eu decidi ser mãe e quero pagar um preço por isso, não julgo a mulher que precisa colocar seu filho na escolinha bem novinho para trabalhar por ser ela a única a suprir as necessidades da criança, eu admiro essas mulheres, não sou melhor do que elas porque eu não trabalho, tenho passado por momentos difíceis por optar por essa decisão. Há também aquelas mulheres que decidem voltar ao trabalho quando seu filho ainda é bebê pelo fato de que bebês dão muito trabalho, ficamos exaustas no final do dia e é algo que nunca acaba então algumas mulheres optam em passar a responsabilidade para outra pessoa, prefere pagar a alguém. Eu não quero outra pessoa criando meu filho por mim se eu mesma posso fazer isso.
Nunca me senti tão realizada na minha vida em poder ensinar ao meu filho coisas que uma escolinha não vai ensinar pra ele, de participar de todas as primeiras descobertas dele e não depender que alguém me conte... Existe um momento certo para tudo na vida, o momento de eu voltar a trabalhar e conquistar tudo o que eu quero e sonho em fazer e o momento em que meu filho irá para escolinha e irá conviver com outras crianças da idade dele, mas agora esse é o NOSSO momento, mãe e filho, se eu não aproveitar isso hoje, amanhã ele vai crescer e não vai mais querer essa mãe aqui tão perto e grudada nele, os filhos crescem e haverá o momento que eu terei que deixálo fazer o que ele quer, as vontades dele, brincar com os amigos dele, fazer coisas de meninos... Haverá o momento em que sair com a mãe de mãos dadas será um mico, dar um beijo na mãe frente dos amigos então, todos já passamos por essas fases e sabemos que é exatamente assim, então enquanto meu filho me quiser eu vou querer ele também, não quero e não posso deixar esse momento passar.
Quer saber de uma coisa, eu amo ficar em casa, amo cuidar do meu filho,  amo essa vida de Amélia, quem é que não gosta?Me sinto realizada como mulher, foi para isso que fomos criadas.
No momento certo tudo vai se encaixar e as coisas vão acontecer naturalmente, não quero privar o meu filho das coisas que são boas para ele e que vão  fazelo crescer e se desenvolver, longe de mim, quero o melhor pra ele em todos os sentidos, mas para tudo há um momento certo.

domingo, 3 de abril de 2011

O desfralde do Pedro Henrique – Fase 1


Uma semana antes de o Pedro Henrique completar 1 ano e 7 meses comprei um peniquinho e fiz um teste, passei  a deixá-lo  durante o dia de cuequinhas, no começo como o peniquinho parece com um cachorrinho ele só queria brincar, ficava na frente do troninho e fazia com a mão como se estivesse chamando um cachorro ou ele latia, muito engraçado. O papai também tem ajudado levando ele no banheiro e mostrando como um menino faz. A primeira vez que ele fez xixi no peniquinho foi uma festa, batemos palmas, beijamos e o abraçamos, mesmo sem entender muito ele também bateu palmas e ficou feliz, o numero 2 ele também já fez mas não por conta própria e sim porque eu percebi uma certa forcinha da parte dele e o coloquei no peniquinho.Mas maioria das vezes tivemos muitos escapes, parecia uma torneirinha aberta e era possinha de xixi pra todo o lado, eu o levava para sentar no troninho e ficava um tempo com ele explicando que tinha q fazer xixi ali no troninho e ele não fazia nada, e  logo após sairmos do banheiro ele fez xixi no chão, mesmo assim de 30 em 30 minutos também eu perguntava se ele queria fazer xixi.
Percebi que aquilo estava sendo demais para a cabecinha dele, é tudo muito novo e toda vez que eu perguntava se ele queria fazer xixi ele falava que não e ficava bravo, então abandonei o processo no final de semana, mas na segunda-feira com 1 ano e 7 meses completados passei a deixá-lo oficialmente sem fraldas durante o dia.
Na segunda semana o Pedro passou a segurar o xixi por mais tempo e as escapadinhas passaram a ser menores, mas mesmo assim até agora ele não me pediu para ir ao banheiro e quando pergunto se quer fazer xixi ele diz que não e fica apavorado com a idéia de sentar no peniquinho,acho que ele tem um certo medo, então decidi não forçar nada e esperar o tempo dele.
Perguntei á Pediatra sobre como eu deveria agir, pois ouvi muitos conselhos dizendo que o certo era eu tirar a fralda de uma vez e pronto mas não senti que deveria ser assim. Ela me disse que tenho que ir com calma, que cada criança tem o seu tempo e se eu forçar a barra será uma mudança muito brusca podendo causar até um trauma na criança, no caso do Pedro tenho feito o certo, durante o dia ele fica de cuequinhas e a noite fralda para dormir, quando tiver um passeio posso colocar fralda também para não ter um escape na rua já que ele só faz xixi no chão por enquanto.
Admito, não é fácil e dá muito trabalho deixá-lo sem fraldas, ficar perguntando se ele quer fazer xixi, ficar em cima, lavar as cuequinhas, limpar as escapadinhas... Tudo isso é muito cansativo, mas acredito que com muita paciência em breve o Pedro estará totalmente desfraldado.

Com 1 ano e meio a criança está pronta para fazer xixi no penico. Mas vai precisar de orientação e, claro, muita paciência dos pais.

Quer tirar a fralda do seu bebê? Pois saiba que não basta deixar a criança pelada, fazendo xixi à vontade. “Ela só conseguirá se livrar das fraldas se for preparada para isso”, avisa o pediatra Renato Lopes de Souza, da Universidade Federal de São Paulo. O sucesso depende da maturidade do pequeno e da paciência dos pais. Fisiologicamente a criança está pronta para abandonar as fraldas a partir de 1 ano e 6 meses. “É quando adquire o controle dos músculos e nervos do ânus e da uretra”, justifica Souza. Até os 4 anos, no entanto, acidentes ainda são normais.
Para botar em prática essa habilidade, a cabeça do seu filho precisa ser treinada — e aí entram os pais. Mostre a ele as questões que envolvem o troninho. O xixi na fralda, o cocô que vai embora na descarga e a importância dos hábitos de higiene são algumas lições. É importante perguntar se ele gostaria de experimentar o banheiro. Aqueles que já estão no ponto costumam mostrar a fralda molhada ou avisam que vão fazer cocô. Também não suportam ficar sujos e pedem para serem trocados. A fralda diurna é a primeira a ser abolida.
Uma tática boa é colocar a criança, assim que acordar, no penico ou no vaso sanitário. Nesse caso não se esqueça do redutor de assento, peça fundamental para deixar o baixinho mais seguro diante daquele baita buracão. No início pode ser que ele faça apenas um pinguinho de xixi, mas tudo bem. A partir daí é só levá-lo a cada duas horas ao banheiro. Com o cocô é mais fácil, porque a criança já está habituada a fazer sempre no mesmo horário.
Quando o pequeno conseguir controlar o xixi e o cocô e aprender a usar o penico ou vaso sanitário (o que pode levar até quatro meses), é hora de abandonar a fralda noturna. Para isso ele deve dormir em cama, pois pode dar vontade de correr para o banheiro durante a noite. Também é essencial abolir a última mamada. São 250 ml de líquido a menos na bexiga. E a regra principal: antes de dormir a criança precisa fazer xixi.
Não é aconselhável deixar passar da época certa para desfraldar. A criança pode se acomodar e, depois, o processo fica mais complicado. Também é péssimo forçar a barra. Quando não está preparado, o pequeno acaba segurando demais o xixi. Daí, o conselho para os pais é abandonar o processo por uns 15 dias e, então, tentar novamente.


Cartilha para desfraldar
Veja os conselhos dos médicos para ajudar os pais e as crianças nesse processo (não se esquecendo que cada criança tem seu tempo).

1ª semana
Leve o pequeno ao banheiro a cada duas horas para fazer xixi. No caso de cocô, respeite os horários de costume. Espere sempre ao lado dele, sem apressá-lo, até que finalize a tarefa. Limpe-o e vista a cueca ou calcinha.
Dica: cante parabéns e festeje as primeiras vezes do xixi e cocô no peniquinho.

2ª semana
Continue levando a criança para fazer xixi e cocô, mas deixe-a sozinha no banheiro. Peça que chame quando tiver terminado. Dica: recaídas são esperadas. Jamais dê bronca. Em vez disso, diga coisas como: “Você fez xixi na calça, mas não tem problema. Dá próxima vez conseguirá chegar a tempo ao banheiro”.

3ª semana
Deixe a decisão de ir ao banheiro por conta da criança, mas pergunte se não está com vontade pelo menos umas quatro vezes ao dia. Dica: quem limpa o pequeno são os pais, mas mostre para ela como se faz. Nunca se esqueça de apertar a descarga e lavar as mãos (as suas e as da criança) depois de usar o banheiro.

4ª semana
Agora não pergunte nem ofereça. Deixe que a criança vá ao banheiro por conta própria. Dica: compre cuecas e calcinhas coloridas e com personagens para incentivá-la.

Bom ou ruim?


Outro dia estávamos assistindo TITANIC, quase sempre não presto atenção na faixa indicativa da programação, e esse filme não me parece com um conteúdo impróprio para menores, a não ser a cena do casal dentro do carro é claro, mas meu filho muito impressionado depois de ver uma cena  em que uma criança era levada junto com o pai pela força das águas dentro do navio, desligamos a TV e fomos dormir, mas ele ficou um tempo repetindo as falas da cena pra gente, AUA, neném e ahhhhhhhhhh ( água, neném e ahhhhhh), bom meu filho tem apenas um ano e sete  meses de idade.Ele ficou tão impressionado com o filme que não conseguia dormir,rolava de um lado para o outro no berço ,por fim oramos com ele e então conseguiu dormir.

Será que prestamos atenção naquilo que assistimos quando nossos filhos estão juntos com agente?Quando é a nossa hora de ver TV filtramos o conteúdo ou pensamos: Ah ele não entende ainda?Meu filho tem apenas 1 ano e 7 meses e estava entendendo o filme.Estamos fazendo bem ou mal?
As crianças até certa idade não tem maturidade suficiente para entender algumas coisas, a cabecinha deles não está preparada para receber algumas informações e quando nós deixamos que elas vejam certos filmes ou  programas com conteúdo impróprio,ou até mesmo desenhos com conteúdo violento ou sensual, nós contribuímos para que coisas estranhas aconteçam, talvez não instantaneamente  mas progressivamente e muitas vezes não compreendemos algumas atitudes ou falas dos nossos pequenos.
De agora em diante prestarei mais atenção em tudo que irei assistir na presença do meu filho, quero só o Bem para ele e da minha parte o que eu puder fazer para contribuir com que isso aconteça, irei fazer!

Está tudo ok!




O Pedro completou 1 ano e 7 meses, fomos ao pediatra para conferir se estava tudo certinho.Ele está pesando 12.400kg e medindo 88cm, um meninão.
Estive muito preocupada com o Pedro, pois ele sempre foi uma criança que sempre comeu de tudo e muito bem, mas após completar 1 ano passou a comer menos e rejeitar refeições importantes como almoço e janta.
Sempre pesquiso na internet quando tenho dúvida de algo em relação às mudanças que ocorrem com as crianças nessa fase, mas nada como um médico para nos esclarecer melhor.
A Pediatra me falou que é super normal essas mudanças acontecerem e o que eu tenho que fazer é variar e ter criatividade nas refeições, nunca se esquecendo dos legumes, das verduras e frutas, deixar ele comer sozinho e se sujar, e não substituir o almoço e jantar por leite, pois isso pode causar anemia já que a criança precisa de todos os nutrientes e vitaminas que se encontram  nas refeições.Essa era a minha maior preocupação mas o Pedro está coradinho e no peso ideal. Aliviada!

domingo, 6 de março de 2011

Criando meninos

Dica de livro

Criando Meninos, um bestseller internacional da Editora Fundamento (Também tem o livro Criando Meninas).

 



O livro divide a vida dos meninos em 3 importantes estágios:
- Do nascimento aos seis anos
- Dos seis anos aos catorze anos
- Dos catorze anos à vida adulta.


Do nascimento aos seis anos - ele é o menino dela, da mãe. Embora a presença do pai seja de extrema importância, é a mãe a peça fundamental neste estágio. Aqui a meta é dar muito amor, segurança e fazer com que a ligação da criança com a vida seja uma experiência acolhedora, de muita felicidade e alegria.
Achei muito interessante quando o autor diz que até os 3 anos de idade é melhor que o menino fique em casa aos cuidados de alguns dos pais ou de uma babá carinhosa evitando as creches, escolinhas e hoteizinhos. Os meninos sentem mais esta separação das mães e do lar e se abatem mais facilmente com a sensação de terem sido abandonados. O autor se preocupa muito com esta separação devido a reação dos meninos, podendo ficar agressivos nesta fase e depois carregar este rótulo para o resto da vida.

Aqui é só um pequeno trecho do vasto conteúdo deste livro e tudo que eu achar muito interessante vou postando aqui no meu blog.
Então acompanhem e a dica é: dar amor para as nossas crianças, acolher sempre com carinho e segurança e propiciar alegria para os nossos bebês só faz aumentar para eles a auto-estima e a vontade de viver!
Tudo começa agora, enquanto são pequenos e inofensivos, o sorriso da mãe e olhar nos olhos dos nossos bebês com ternura abre uma porta de oportunidades e chances de nossos filhos serem pessoas felizes e confiantes.

Uma visão rápida dos três estágios citados no livro:

1. O primeiro estágio vai do nascimento aos seis anos - período em que o menino pertence principalmente à mãe. Ele é o menino "dela", embora o pai possa exercer um papel muito importante. Durante esse estágio, a meta deve ser dar amor e se­gurança, e fazer com que a "ligação" do menino à vida seja uma experiência calorosa e acolhedora.
2. O segundo estágio inclui o período que vai dos seis aos catorze anos - quando o menino, num impulso que vem de dentro, começa a querer aprender a ser homem, e se volta cada vez mais para o pai, com quem procura partilhar interesses e ativi­dades, embora a mãe continue muito envolvida e o mundo exterior também exerça atração. O objetivo desse estágio é criar competência e habilidade, desenvolvendo ao mesmo tempo afabilidade e bom humor para que ele se torne uma pessoa equilibrada. Esta é a idade em que o menino se sente seguro e feliz com sua masculinidade.
3. Finalmente, dos catorze anos à idade adulta - é o estágio em que o menino precisa de informação de mentores do sexo masculino para completar a jornada rumo à idade adulta. Mamãe e papai ficam um pouco de lado, mas devem cuidar para que bons mentores façam parte da vida de seu filho, senão, ele vai ter que contar com colegas despreparados para construir sua individualidade. 0 objetivo é adquirir habilidades, desenvolver responsabilidade e respeito próprio, fazendo parte, cada vez mais, a comunidade adulta.

O Pedro Henrique e 1 ano e meio de vida


Meu filho é adorável, inteligente, meigo, atencioso, carismático e tem uma essência muito, muito cativante. Eu que achei com minha arrogância que ensinaria muita coisa para ele, hoje me vejo aprendendo dia após dia uma coisa nova. 
O Pedro não desgruda de mim, nem eu dele. O tempo todo em casa ele fica de olhos fitos no que faço, no que digo. Se estou vendo tv ele senta no meu colo e puxa o meu rosto para ele, o tempo todo ele me dá atenção, cobra atenção, e tem horas que ele fica tão grudado que tenho a impressão que quer entrar dinovo pra dentro de mim.
É um tagarela. Fala um monte de coisas, repete o que a gente fala e tem em seu repertório um monte de "não quê" para tudo que a gente pergunta. Está na fase do não.
O desenvolvimento dele é impressionante, ele já anda a meio ano, isso faz com que ele já corra para todo lado, dê pulos, desça e suba escadas, as camas e qualquer obstáculo para ele é nada. Ele tem uma habilidade motora muito ágil e isso me deixa louca. Não há limite para ele fazer as coisas que gosta.
Tenho maior orgulho do tanto que ele é uma criança esperta, ativa, empolgante. É a alegria da nossa vida! 

Pesquisas sobre o bebê de 1 ano e meio:


Todas as coisas legais do mundo pertencem ao seu filho nesta idade, sejam as chaves do seu carro, o bichinho de pelúcia do irmão, o sapato do pai, o escorregador do parquinho. Vá ensinando a ele como dividir as coisas, sempre elogiando quando ele emprestar alguma coisa ou deixar outra criança brincar primeiro. Quando estiver contando uma história ou assistindo a um desenho, aponte os exemplos de pessoas dividindo as coisas. Mas tente não dar muita bronca quando ele não quer emprestar -- você pode deflagrar a tão famosa teimosia desta idade, e aí é que ele não vai ceder mesmo.


Seja na hora de dormir ou quando está relaxando, crianças de 1 ano e meio costumam ter estratégias para se acalmar. Pode ser um boneco ou paninho preferido (o chamado objeto transicional, ou de transição), mas às vezes é enrolar o cabelo com os dedos, se balançar ou chupar o dedo. Na maioria dos casos eles abandonam esses hábitos até os 4 anos, por isso não há necessidade de se preocupar por enquanto, vá tirando aos poucos, principalmente hábitos como chupeta e o dedo, se seu filho tem esse hábito é hora de começar a tirar.
Continue firme na rotina, são os pais que decidem a hora que a criança deve dormir, se alimentar, brincar.
Essa é a fase das descobertas. A criança quer saber sempre o que há dentro, atrás, embaixo de tudo o que vê. Se há alguns meses ela se contentava em esvaziar a gaveta, agora ela vai tentar colocar tudo de volta para ver se cabe.




Movimentos amplos ainda superam a coordenação motora fina, porque crianças de 1 ano e meio não têm paciência de ficar paradas fazendo atividades que exijam a habilidade das mãos. Algumas podem ser atraentes: pintura com os dedos, colorir com giz de cera, fazer torres com bloquinhos, abrir e fechar portas e, claro, apertar todo e qualquer botão que aparecer pela frente.
Um telefone ou controle remoto que não estejam mais funcionando podem servir de brinquedo. Colocar uma coisa dentro da outra é fascinante. Existem quebra-cabeças de madeira (em que formas se encaixam no baixo relevo) ótimos para essa fase. Um dos sinais de que a destreza manual dele está melhorando é que ele já consegue segurar um copo sem tampa e beber sem derramar (muito...).


Para melhorar o vocabulário uma boa idéia este mês é ouvir música e cantar junto com seu filho. As letras de música são uma ótima fonte de novas palavras para o vocabulário dele, que não pára de crescer. Não corrija palavras que ele pronunciar errado. Apenas as repita do jeito certo. Se ele pedir "bicôco", você diz "Olha aqui o seu biscoito". Com essa idade as crianças sabem pelo menos uma dúzia de palavras, e a maioria consegue juntar duas: "Cadê bola?" ou "Qué colo!". Caso seu filho ainda não fale pelo menos duas palavras, não deixe de mencionar isso para o pediatra na próxima consulta. Uma possibilidade é fazer uma audiometria para ver se ele está ouvindo bem. Saiba, porém, que há crianças que demoram mesmo mais para falar, assim como há as que andam ou engatinham mais tarde.




Não, não e não. Anda ouvindo muito essa palavra ultimamente? Por um lado, ela sai da sua boca a cada minuto, na tentativa de evitar algum desastre. Por outro, seu filho adora dizê-la para desafiar você. Conforme ele vai ficando mais autoconfiante, as vontades aparecem com mais força. E a você cabe decidir quando o "não" é absolutamente necessário (ele quer subir numa cadeira para mexer no fogão, por exemplo), ou quando você pode deixá-lo tentar (se ele insiste em fechar o cinto da cadeirinha do carro sozinho) por um tempo, até ver que não consegue.


Para evitar os ataques de birra, você pode usar algumas estratégias. Os chiliques sempre acontecem na hora em que você está mais ocupada, e com pressa. De manhã, por exemplo, experimente levantar 15 minutos mais cedo para fazer as coisas com calma.


Se tiver que sair com seu filho, prefira horas em que ele esteja descansado e alimentado. Leve um livro ou um brinquedo favoritos para a sala de espera do médico. E arme-se de paciência porque você nunca conseguirá evitar todos os ataques de birra -- eles são parte integrante das crianças desta idade e não perca a chance de curtir todas as fases com seu filho, até essas são extremamente importantes e você sentirá falta quando ele não for mais pequenino.



 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Antes que eles cresçam!


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os absurdos dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, eles crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquele rapazinho que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhas e o primeiro uniforme do maternal?



Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão eles, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com o moletom amarrado na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar o moletom, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que os primeiros pelos do rosto foi recebido como um impacto e quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo de brincar com o papai e com a mamãe, trocar as fraldas, de empinar pipa e segurar aquela criança tão pequena e frágil envolto em meus braços. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando, conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilo.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e as primeiras namoradas. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem uma contagiosa saudade daqueles que nos deixaram de cabelos em pé muitas vezes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.